DE LA HERMENÉUTICA METODOLÓGICA A LA HERMENÉUTICA ONTOLÓGICA: LA COMPRENSIÓN HISTÓRICA EN EL SIGLO XX
DOI:
https://doi.org/10.56238/ramv19n14-012Palabras clave:
Hermenéutica Histórica, Círculo Hermenéutico, Historicidad, Fusión de Horizontes, Narrativa Histórica, Conciencia HistóricaResumen
Este texto analiza la consolidación de la hermenéutica histórica en el siglo XX, destacando su transición de un enfoque metodológico a una comprensión ontológica de la experiencia histórica. A partir de una crítica a la idea de la neutralidad del historiador, la hermenéutica afirma el conocimiento histórico como resultado de un diálogo situado entre el intérprete y el pasado, estructurado por el círculo hermenéutico. En Friedrich Schleiermacher y Wilhelm Dilthey, la hermenéutica aún aparece vinculada a la reconstrucción del significado y a la distinción entre explicar y comprender. El cambio decisivo se produce con Martin Heidegger, para quien la comprensión no es un método, sino un modo de ser del Dasein, históricamente situado, convirtiendo el círculo hermenéutico en una expresión de la finitud de la comprensión. Hans-Georg Gadamer profundiza esta perspectiva al formular la hermenéutica filosófica, enfatizando la tradición, la historia de los efectos y la fusión de horizontes como condiciones para la comprensión histórica. Desarrollos posteriores, en autores como Paul Ricoeur, Jörn Rüsen y Reinhart Koselleck, amplían el debate al articular la narrativa, la conciencia histórica, la temporalidad y la crítica del lenguaje, destacando los límites de una hermenéutica autosuficiente. Así, la hermenéutica histórica del siglo XX redefine la objetividad como situada, dialógica y críticamente controlada.
Referencias
ABREU, Capistrano de. Capítulos de história colonial (1500-1800). Rio de Janeiro: M. Orosco & C., 1907.
ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz de. A invenção do Nordeste e outras artes. 5. ed. São Paulo: Cortez, 2011
ALMEIDA, Maria Regina Celestino de. Os índios na história do Brasil. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2010.
ALMEIDA, Maria Regina Celestino de. Os índios na história do Brasil no século XIX. Revista USP, São Paulo, n. 71, p. 46-57, set./nov. 2006.
ALMEIDA, Maria Regina Celestino de. Os índios na história do Brasil. Rio de Janeiro: FGV, 2010.
ARAÚJO, Ana Carolina Barbosa de. O horizonte do possível: intelectuais negras e a escrita da história no Brasil. Salvador: EdUFBA, 2021
ARAUJO, Valdei; PEREIRA, Mateus. Atualismo 1.0: como a ideia de atualização mudou o século XXI. Vitória: Milfontes, 2018
ARAUJO, Valdei; PEREIRA, Mateus. Atualismo 1.0: como a ideia de atualização mudou o século XXI. Vitória: Milfontes, 2019.
ASSIS, Arthur Alfaix. A teoria da história de Jörn Rüsen: uma introdução. Goiânia: Ed. da UFG, 2011
ASSIS, Arthur Alfaix. What is History for? Johann Gustav Droysen and the Functions of Historiography. New York: Berghahn Books, 2014
ASSIS, Arthur Alfaix. What Is History For? Johann Gustav Droysen and the Functions of Historiography. New York: Berghahn Books, 2014.
BENJAMIN, Walter. Origem do drama trágico alemão. Tradução de Sergio Paulo Rouanet. Belo Horizonte: Autêntica, 2011.
BEVERNAGE, Berber. Historia, memoria y violencia de Estado: el tiempo de la justicia. Tradução de Juan de Diego. Buenos Aires: Prometeo Libros; Facultad de Filosofía y Letras (UBA), 2015.
BRAUDEL, Fernand. Escritos sobre a história. Tradução de Angelina Merín del Campo. México: Fondo de Cultura Económica, 1991
BRAUDEL, Fernand. O Mediterrâneo e o mundo mediterrânico na época de Filipe II. Tradução de Maria Eloisa Capellari e Renata Maria Parreira Cordeiro. São Paulo: Martins Fontes, 2016. 2 v.
CALMON, Pedro. História do Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio, 1971. 7 v.
CARDOSO, Ciro Flamarion; VAINFAS, Ronaldo (org.). Domínios da história: ensaios de teoria e metodologia. Rio de Janeiro: Campus, 1997.
CERTEAU, Michel de. A escrita da história. Tradução de Maria de Lourdes Menezes. Rio de Janeiro: Forense-Universitária, 1982
CHAKRABARTY, Dipesh. O clima da história: quatro teses. Tradução de Arlene Clemesha. Rio de Janeiro: FGV, 2023.
CHAKRABARTY, Dipesh. Provincializando a Europa: pensamento pós-colonial e diferença histórica. Tradução de Arlene Clemesha e Rafael de Bivar Marquese. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2023
CHALHOUB, Sidney. Trabalho, lar e botequim: o cotidiano dos trabalhadores no Rio de Janeiro da Belle Époque. 2. ed. Campinas: Editora da Unicamp, 2001
CHALHOUB, Sidney. Trabalho, lar e botequim: o cotidiano dos trabalhadores no Rio de Janeiro da Belle Époque. 2. ed. Campinas: Editora da Unicamp, 2001
CHALHOUB, Sidney. Visões da liberdade: uma história das últimas décadas da escravidão na Corte. São Paulo: Companhia das Letras, 1990
CHALHOUB, Sidney. Visões da liberdade: uma história das últimas décadas da escravidão na Corte. São Paulo: Companhia das Letras, 1990
DILTHEY, Wilhelm. Introdução às ciências humanas – tentativa de uma fundamentação para o estudo da sociedade e da história. Trad. de Marco Antônio Casanova. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2010
DROYSEN, Johann Gustav. Manual de Teoria da História (Histórica). Tradução de Sara Albieri. Petrópolis: Vozes, 2009.
FICO, Carlos; POLITO, Ronaldo. A historiografia brasileira nos últimos vinte anos: balanços e perspectivas. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1994.
FREYRE, Gilberto. Casa-grande & senzala: formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal. 52. ed. rev. São Paulo: Global, 2006
GADAMER, Hans-Georg. Verdade e método: Traços fundamentais de uma hermenêutica filosófica. Tradução de Flávio Paulo Meurer. Vozes, 2003.v.1
GINZBURG, Carlo. O queijo e os vermes: o cotidiano e as ideias de um moleiro perseguido pela Inquisição. São Paulo: Companhia das Letras, 1987
GORENDER, Jacob. O escravismo colonial. 5. ed. rev. e ampl. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2011
GUIMARÃES, Manoel Luiz Salgado. Historiografia e nação no Brasil (1838-1857). Estudos Históricos, Rio de Janeiro, n. 1, p. 3-31, 1988.
HABERMAS, Jürgen. Conhecimento e interesse. Lisboa: Edições 70, 1968
HARTOG, François. Regimes de historicidade: presentismo e experiências do tempo. Belo Horizonte: Autêntica, 2013
HARTOG, François. Regimes de historicidade: presentismo e experiências do tempo. Belo Horizonte: Autêntica, 2013
HARTOG, François. Regimes de historicidade: presentismo e experiências do tempo. Tradução de Andréa de Paula Galvão e Lindomar Alves de Souza. Belo Horizonte: Autêntica, 2013.
HEIDEGGER, Martin. Ontologia–Hermenêutica da facticidade. Trad. Renato Kirchner. Petrópolis: Vozes, 2021
HEIDEGGER, Martin. Ser e tempo. Minerva Heritage Press, 2024
HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. 26. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1995
KOSELLECK, Reinhart. Estratos do tempo: estudos sobre história. Tradução de Markus Hediger. Rio de Janeiro, Contraponto Editora, 2021.
KOSELLECK, Reinhart. Futuro passado: contribuição à semântica dos tempos históricos. Tradução de Wilma Patrícia Maas e Carlos Almeida Pereira. Rio de Janeiro: Contraponto; PUC-Rio, 2006.
KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
MARTINS, Estevão de Rezende. A história pensada: teoria e método na historiografia europeia do século XIX. Curitiba: Prismas, 2010.
MARTINS, Estevão de Rezende. Historiografia contemporânea: um ensaio de tipologia comparativa. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2011.
MARTINS, Leda Maria. Performances do tempo espiralar: poéticas do corpo-tela. Rio de Janeiro: Cobogó, 2021
NICOLAZZI, Fernando Felizardo. Negacionismo e usos afetivos do passado no Brasil contemporâneo. Politika.[França]. N. 13, 2023
NICOLAZZI, Fernando Felizardo. Negacionismo e usos afetivos do passado no Brasil contemporâneo. Politika.[França]. N. 13, 2023.
NOVAIS, Fernando A. Portugal e Brasil na crise do Antigo Sistema Colonial (1777-1808). 6. ed. São Paulo: Editora 34, 2011
PIMENTA, João Paulo G. O livro do tempo: uma história social. São Paulo: Edições 70, 2021.
PRADO JÚNIOR, Caio. História econômica do Brasil. São Paulo: Brasiliense, 2012
RAMOS, Márcia Elisa Teté; SZLACHTA JUNIOR, Arnaldo Martin. MOBILE LEARNING: APRENDER SOBRE O PASSADO NA CONVERGÊNCIA ENTRE LITERACIA DIGITAL E LITERACIA HISTÓRICA. Territórios e Fronteiras, v. 15, n. 1, 2022.
RICOEUR, Paul. O conflito das interpretações: ensaios de hermenêutica. Porto: Rés, 1988.
RICOEUR, Paul. Si-mesmo como outro. Tradução de Lucy Moreira Cesar. Campinas: Papirus, 1991.
RICOEUR, Paul. Tempo e narrativa. Papirus, 1994. v3
RODRIGUES, José Honório. Capistrano de Abreu e a historiografia brasileira. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1964
RÜSEN, Jörn. Razão Histórica: os fundamentos da ciência histórica. Tradução de Estevão de Rezende Martins. Brasília: Editora UnB, 2001
RÜSEN, Jörn. Razão histórica: teoria da história: os fundamentos da ciência histórica. Tradução de Estevão de Rezende Martins. Brasília: Editora Unb, 2001.
RÜSEN, Jörn. Reconstrução do passado: os princípios fundamentais da pesquisa histórica. Brasília: Editora UnB, 2007
SANTOS, Wagner Geminiano dos. A invenção da historiografia brasileira profissional, acadêmica (1980-2012). 2015. 438 f. Tese (Doutorado em História) – Programa de Pós-Graduação em História, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2015
SCHLEIERMACHER, Friedrich de. A arte e a técnica da interpretação. Petrópolis: Vozes, 1999.
SCHMIDT, Benito Bisso. A História do Tempo Presente, relações de gênero, homossexualidades e a escrita da História. Revista Latino-Americana de História, [s. l.], v. 4, n. 13, p. 120-136, 2015
SCHMIDT, Maria Auxiliadora; SZLACHTA JUNIOR, Arnaldo. A Didática Reconstrutivista da História: um marco na historiografia do Ensino de História. Clio: Revista de Pesquisa Histórica (01024736), v. 42, 2024.
SZLACHTA JUNIOR, Analdo Martins; RAMOS, Márcia Elisa Teté. As contribuições da Históry Education para a pesquisa em ensino de História. ANDRADE, Juliana Alves; PEREIRA, Nilton Muleet. Ensino de história e suas práticas de pesquisa. São Leopoldo: OIKOS, p. 96-113, 2021.
SZLACHTA JUNIOR, Arnaldo Martin. Ensino de História não é Educação, mas calma que eu explico!. Palavras ABEHrtas, 2021.
SZLACHTA JUNIOR, Arnaldo Martin; JUNIOR BONETE, Wilian. questão indígena presente nos Livros Didáticos de História: uma análise a partir das orientações do Guia Digital PNLD. Saeculum-Revista de História (0104-8929), v. 28, n. 48, 2023.
TAVARES, Aurélio de Lyra. O Exército na história do Brasil. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército, 1976.
TURIN, Rodrigo. As mutações do tempo histórico: o Antropoceno e o fim da história. Revista Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v. 35, n. 75, p. 11-28, jan./abr. 2022
VIANNA, Hélio. História do Brasil. 12. ed. São Paulo: Melhoramentos, 1975. 2 v.
WHITE, Hayden V. Meta-história: a imaginação histórica do século XIX. Edusp, 1995.
WILLIAMS, Eric. Capitalismo e escravidão. Tradução de Denise Bottmann. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.