A HISTÓRIA ENTRE ESTRUTURA E PRÁXIS: MARXISMOS E ESTRUTURALISMOS EM PERSPECTIVA HISTORIOGRÁFICA
DOI:
https://doi.org/10.56238/ramv18n12-001Palavras-chave:
Teoria da História, Marxismo, Estruturalismo, HistoriografiaResumo
Este artigo analisa as contribuições dos marxismos e dos estruturalismos para a teoria da história, destacando seus impactos na explicação dos processos históricos e na renovação da prática historiográfica ao longo do século XX. O marxismo é abordado como uma tradição crítica plural, que concebe a história a partir das contradições estruturais do modo de produção capitalista e da centralidade do conflito social, articulando estrutura, agência e historicidade. As releituras marxistas posteriores ao determinismo econômico ampliaram esse horizonte ao incorporar dimensões culturais, políticas e simbólicas, reafirmando a experiência histórica como categoria fundamental. O estruturalismo, por sua vez, introduziu uma inflexão metodológica ao privilegiar a análise de sistemas de relações relativamente estáveis, deslocando o foco do sujeito para as estruturas e favorecendo abordagens de longa duração e níveis profundos do tempo histórico. Autores ligados à linguística e à semiologia contribuíram ainda para problematizar a linguagem, a narrativa e os efeitos de sentido da escrita da história. O artigo sustenta que, apesar das críticas e limites apontados a ambos os paradigmas, marxismos e estruturalismos permanecem referências centrais para a teoria da história contemporânea, na medida em que possibilitam a articulação crítica entre estrutura, ação e produção de sentido histórico.
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