PRÁTICA PEDAGÓGICA E OS RISCOS PSICOSSOCIAIS: DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS, AVALIAÇÃO PELO COPSOQ II E IMPACTOS NA SAÚDE MENTAL
DOI:
https://doi.org/10.56238/ramv20n16-013Palavras-chave:
Riscos Psicossociais, Saúde Mental, Professores, Burnout, COPSOQ II, NR-1Resumo
Os riscos psicossociais no trabalho vêm assumindo posição de destaque nas discussões relacionadas à saúde e segurança ocupacional, especialmente diante das transformações organizacionais e tecnológicas que impactam o ambiente laboral contemporâneo. No contexto educacional, esses riscos apresentam elevada relevância em razão das intensas demandas cognitivas, emocionais e organizacionais impostas aos profissionais da educação. O presente artigo tem como objetivo discutir os fundamentos teóricos dos riscos psicossociais, os principais modelos explicativos do adoecimento relacionado ao trabalho e os desafios metodológicos envolvidos em sua identificação, utilizando como referência a aplicação do Copenhagen Psychosocial Questionnaire (COPSOQ II – versão curta) em um grupo de 50 professores de uma escola técnica estadual. Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo e transversal. Os resultados demonstraram elevada exposição às demandas quantitativas (78), ritmo de trabalho (82), demandas emocionais (75), estresse (76) e síndrome de Burnout (71), evidenciando cenário relevante de adoecimento mental relacionado ao trabalho. Em contrapartida, observou-se elevado significado atribuído ao trabalho (88) e bom apoio social entre colegas (70), fatores considerados protetores. Conclui-se que os profissionais da educação se encontram expostos a elevados níveis de risco psicossocial, sendo necessária a implementação de medidas preventivas e organizacionais alinhadas às diretrizes da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) e ao Gerenciamento de Riscos Ocupacionais.
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