A CONTRIBUIÇÃO DAS PRÁTICAS CORPORAIS INCLUSIVAS NO DESENVOLVIMENTO SOCIAL DE CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA

Autores

  • Gabriel Antônio Rodrigues Ferreira Autor
  • Maria Helena de Sales Ferreira Autor

DOI:

https://doi.org/10.56238/ramv20n16-010

Palavras-chave:

Educação Física, Jogos Cooperativos, Transtorno do Espectro Autista, Inclusão Escolar, Socialização, Séries Iniciais

Resumo

Este estudo analisou a contribuição da Educação Física, por meio dos jogos cooperativos, para a socialização de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas séries iniciais do Ensino Fundamental, no município de Nova Olinda do Norte – AM. Os resultados demonstram que a inclusão desses alunos já é uma realidade nas escolas investigadas, evidenciando a necessidade de práticas pedagógicas que garantam não apenas o acesso, mas também a participação efetiva no ambiente escolar. Verificou-se que os jogos cooperativos são frequentemente utilizados pelos professores de Educação Física, sendo reconhecidos como uma estratégia com potencial inclusivo. Essas práticas favorecem a interação social, o desenvolvimento da comunicação, o trabalho em equipe e o fortalecimento da autoconfiança dos alunos com TEA, contribuindo significativamente para sua socialização. Nesse contexto, a Educação Física destaca-se como um espaço relevante para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais. Entretanto, a pesquisa também identificou desafios, como a necessidade de maior sistematização no uso dos jogos cooperativos, a carência de formação continuada específica para os professores e as limitações estruturais das escolas, especialmente em regiões do interior amazônico. Observou- se ainda que a adaptação das atividades nem sempre ocorre de forma contínua, o que pode comprometer a efetividade das práticas inclusivas. Destaca-se o papel fundamental do professor como mediador, responsável por planejar, adaptar e conduzir as atividades, garantindo a participação de todos. Conclui-se que os jogos cooperativos são uma estratégia relevante para a inclusão, cuja eficácia depende do planejamento pedagógico, da formação docente e do compromisso coletivo com uma educação mais inclusiva.

Referências

BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011.

BRASIL. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 510, de 7 de abril de 2016. Dispõe sobre as normas aplicáveis a pesquisas em Ciências Humanas e Sociais. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 2016.

CRESWELL, John W. Projeto de pesquisa: métodos qualitativo, quantitativo e misto. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2010.

FERREIRA, L. R.; COSTA, M. A. Educação Física e inclusão escolar: práticas pedagógicas. São Paulo: Cortez, 2020.

GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008.

MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de metodologia científica. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2017.

MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Inclusão escolar: o que é? por quê? como fazer. São Paulo: Moderna, 2003.

OLIVEIRA, P. S.; SOUZA, R. M. Educação inclusiva e práticas pedagógicas. Rio de Janeiro: Vozes, 2021.

ORLICK, Terry. Jogos cooperativos: o jogo e o esporte como um exercício de convivência. São Paulo: Projeto Cooperação, 1989.

SANTOS, A. P. Transtorno do Espectro Autista e educação. Curitiba: Appris, 2019. SILVA, J. C. Inclusão escolar e diversidade. Belo Horizonte: Autêntica, 2020.

Downloads

Publicado

2026-05-11

Como Citar

FERREIRA, Gabriel Antônio Rodrigues; FERREIRA, Maria Helena de Sales. A CONTRIBUIÇÃO DAS PRÁTICAS CORPORAIS INCLUSIVAS NO DESENVOLVIMENTO SOCIAL DE CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA. Revista Digital Acadêmico Mundo, [S. l.], v. 20, n. 16, p. e72, 2026. DOI: 10.56238/ramv20n16-010. Disponível em: https://academicomundo.com.br/rdam/article/view/72. Acesso em: 12 maio. 2026.