EFICÁCIA DE MÉTODOS DE CONSERVAÇÃO CASEIROS EM MAÇÃS E SUAS RELAÇÃO COM A CONTAMINAÇÃO MICROBIANA
DOI:
https://doi.org/10.56238/ramv20n15-018Palavras-chave:
Contaminação Microbiana, Preservação de Alimentos, Escurecimento Enzimático, Ácido AscórbicoResumo
Este estudo analisou a eficácia de métodos domésticos de conservação (suco de limão e ácido ascórbico) em maçãs cortadas, com o objetivo de determinar a relação entre o escurecimento enzimático e a contaminação microbiológica. A metodologia envolveu a aplicação dos tratamentos em maçãs Gala, que foram armazenadas sob diferentes condições de temperatura (congelamento, refrigeração e ambiente). A avaliação da deterioração foi realizada por meio de escores visuais de oxidação e contagem de fungos e leveduras. Os resultados indicaram que a temperatura é o fator mais crítico. Sob refrigeração, o suco de limão se mostrou o tratamento mais eficaz contra a oxidação e a contaminação. Curiosamente, a amostra tratada com ácido ascórbico, apesar de exibir menor escurecimento que o controle, foi a mais contaminada. A pesquisa concluiu que o escurecimento enzimático e a contaminação microbiológica são fenômenos independentes, sendo a aparência visual um indicador não confiável da segurança microbiológica da fruta. Este achado sugere a necessidade de considerar múltiplos parâmetros para uma avaliação completa da qualidade dos alimentos.
Referências
[1] MARTÍNEZ, M. V.; WHITAKER, J. R. The biochemistry and control of enzymatic browning. Trends in Food Science & Technology, Amsterdam, v. 6, n. 6, p. 195-200, jun. 1995. Disponível em: https://belinrae.inrae.fr/doc_num.php?explnum_id=5172 . Acesso em: 30 jul. 2025.
[2] YORUK, R.; MARSHALL, M. R. Physicochemical properties and function of plant polyphenol oxidase: a review. Food Reviews International, New York, v. 19, n. 4, p. 361-422, 2003. Disponível em: https://college.agrilife.org/talcottlab/wp-content/uploads/sites/108/2019/01/Review-PPO.pdf. Acesso em: 30 jul. 2025.
[3] SON, S. M.; MOON, K. D.; LEE, C. Y. Inhibitory effects of various antibrowning agents on apple slices. Food Chemistry, London, v. 73, n. 1, p. 23-30, abr. 2001. Disponível em: https://2024.sci-hub.se/460/cc6c222bfd63a454b90106c26a1731dd/10.1016@s0308-81460000274-0.pdf . Acesso em: 23 jul. 2025.
[4] SOLIVA-FORTUNY, R. C.; MARTÍN-BELLOSO, O. New advances in extending the shelf-life of fresh-cut fruits: a review. Trends in Food Science & Technology, Amsterdam, v. 14, n. 9, p. 341-353, set. 2003. Disponível em: https://pt.scribd.com/document/30224904/2003-Review-New-Advances-in-Extending-the-Shelf-life-of-Fresh-cut-Fruits. Acesso em: 23 jul. 2025.
[5] BOX, G. E. P.; HUNTER, J. S.; HUNTER, W. G. Statistics for experimenters: design, innovation, and discovery. 2. ed. Hoboken: Wiley-Interscience, 2005. Disponível em: https://pages.stat.wisc.edu/~yxu/Teaching/16%20spring%20Stat602/%5BGeorge_E._P._Box,_J._Stuart_Hunter,_William_G._Hu(BookZZ.org).pdf . Acesso em: 10 jul. 2025.
[6] MEILGAARD, M. C.; CIVILLE, G. V.; CARR, B. T. Sensory evaluation techniques. 5. ed. Boca Raton: CRC Press, 2016. Disponível em: https://api.pageplace.de/preview/DT0400.9781482216912_A37870469/preview-9781482216912_A37870469.pdf . Acesso em: 10 jul. 2025.
[7] JAY, J. M.; LOESSNER, M. J.; GOLDEN, D. A. Modern food microbiology. 7. ed. New York: Springer, 2005. Disponível em: https://muhammadsubchi.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/04/modern-food-microbiology-7th-ed-springer-2005.pdf Acesso em: 10 jul. 2025.
[8] TOURNAS, V. et al. BAM Chapter 18: Yeasts, Molds, and Mycotoxins. In: U.S. FOOD AND DRUG ADMINISTRATION (FDA). Bacteriological Analytical Manual (BAM). Silver Spring: FDA, 2023. Disponível em: https://www.fda.gov/food/laboratory-methods-food/bam-chapter-18-yeasts-molds-and-mycotoxins. Acesso em: 10 jul. 2025.
[9] SON, S. M.; MOON, K. D.; LEE, C. Y. Inhibitory effects of various antibrowning agents on apple slices. Food Chemistry, London, v. 73, n. 1, p. 23-30, abr. 2001. Disponível em: https://2024.sci-hub.se/460/cc6c222bfd63a454b90106c26a1731dd/10.1016@s0308-81460000274%E2%80%930.pdf. Acesso em: 6 ago. 2025.
[10] RICO, D. et al. Extending and measuring the quality of fresh-cut fruit and vegetables: a review. Journal of the Science of Food and Agriculture, London, v. 87, n. 12, p. 2215-2234, 2007. Disponível em: https://arrow.tudublin.ie/cgi/viewcontent.cgi?article=1027&context=schfsehart. Acesso em: 6 ago. 2025.
[11] SOLIVA-FORTUNY, R. C.; MARTÍN-BELLOSO, O. New advances in extending the shelf-life of fresh-cut fruits: a review. Trends in Food Science & Technology, Amsterdam, v. 14, n. 9, p. 341-353, set. 2003. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0924224403000542. Acesso em: 6 ago. 2025.